Os motivos pelos quais você deve assistir Sex Education

Comecei a assistir Sex Education esse ano, depois de a Netflix lançar a segunda temporada; e olha, conquistou meu coração! Aproveitei pra compartilhar aqui as partes que percebi o "por causa de que" fiquei encantada com a série

. Segue abaixo:


"Falar de sexo é um tabu, sabemos. Mas também sabemos que isso não é nada saudável para o nosso desenvolvimento pessoal e social. Por isso, séries (livros, filmes, podcasts…) como Sex Education, que trata o assunto de forma saudável, serão sempre bem-vindos. A produção original da Netflix ganhou ainda mais o público internacional com o lançamento da sua segunda temporada. O que já era bom nos primeiros oito episódios, ficou ainda melhor - sério! Criada por Laurie Nunn, ela acompanha a vida de Otis Milburn (Asa Butterfield), jovem que precisa lidar com todos os conflitos da adolescência e o quanto ela afeta as pessoas ao seu redor na escola. Tinha tudo para vir cheia de clichês e estereótipos, né? A parte maravilhosa dessa história é que não, a série passa longe de tudo isso e mostra porque é uma das coisas mais relevantes de se assistir hoje. Abaixo, você entende os motivos que tornam Sex Education uma série perfeita:


Fala de sexo sem tabus

Uma das melhores coisas que existem é a gente poder falar abertamente sobre os nossos gostos, anseios, inseguranças, sonhos, desejos… E com sexo não seria diferente. Para mostrar que tocar nesse assunto não precisa ser um grande drama, Sex Education traz histórias muito palpáveis para fazer o espectador se identificar com pelo menos uma delas. Falta de libido, descoberta da orientação sexual, masturbação (feminina e masculina), orgasmos, virgindade, pílula do dia seguinte… you name it! Assuntos não faltam para o roteiro, que aborda tudo isso e muito mais de uma forma simples, despretensiosa e bem educativa. Afinal, sex education.


Diversidade (de verdade)

Se pararmos para analisar todas as séries e filmes que fizeram sucesso nos anos 1990 e 2000 com o recorte “adolescência” e “ensino médio”, vamos perceber que o padrão branco-loiro-hétero era o que predominava em tudo. Felizmente, isso mudou e a representatividade ganhou espaço nas produções cinematográficas mais recentes. E Sex Education dá uma aula (também) nesse quesito. Pense: o atleta estrela é um menino negro; o protagonista e o coadjuvante tem orientações sexuais diferentes, e ainda assim são melhores amigos; o crush coletivo é um francês com ascendência palestina; a jovem de cabelos rosas é abertamente feminista; as amigas descobrem que se gostam; o vizinho é cadeirante; a colega do teatro é assexuada… Raça, gênero, classe ganham outro teor nas mãos dos roteiristas da série. É como a vida deve ser. Independentemente do que você seja, o outro não precisa ser igual a você - e tudo bem. Não é por isso que você não pode conviver, respeitar e ter empatia pelo próximo.


Passa longe dos estereótipos

Os personagens são complexos, profundos e bem trabalhados. Nada é o que parece à primeira vista. Olhe Adam, por exemplo. No começo da primeira temporada, ele é apenas o cara que faz bullying na escola, tira notas baixas e não está nem aí para nada. Filho do diretor, ele sofre com a falta de afeto dentro de casa e, por consequência, tem dificuldades de demonstrar seus sentimentos. O final que ele ganha na segunda temporada não era previsível e mostra uma real evolução do personagem, afastando seu comportamento de um possível estereótipo. O mesmo funciona com Maeve, Otis, Eric e todos os outros personagens que surgem na tela, dos herdados da primeira temporada até os novos da segunda.


Ensina lições de vida valiosas

Jean, mãe de Otis, é uma musa dos conselhos. Difícil mesmo não guardar algum ensinamento que ela dá ao filho, aos pacientes e aos alunos da escola. Mas além dela, como terapeuta sexual, presenciamos conversas entre amigos, familiares e professores que servem de lições para nós. De entender a sororidade feminina até captar que falar o que se sente é melhor do que ficar guardando tudo dentro de você. Assista atentíssima!


Perfeita para mulheres terem imagens positivas de si

A segunda temporada é um presente, principalmente para as mulheres. A trama desenha o relacionamento de Maeve com a mãe, desenvolve a amizade feminina sem competição entre ela, Amy e as outras colegas da escola, aborda dramas sexuais comuns entre as jovens mulheres e por aí vai. A mensagem que fica é a da união feminina em prol dos direitos das próprias mulheres. Aquela velha coisa de “se uma sobe, todas sobem juntas”. Não é sobre competir, comparar ou se diminuir.


Mulheres no cinema? Sim!

É, as coisas estão mudando no cinema. A urgência de termos uma pluralidade de pessoas na equipe técnica de filmes e séries reflete, justamente, no conteúdo final. Sex Education é prova disso. Criada por Laurie Nunn, a produção possui uma rotatividade de diretores, sendo três mulheres (Kate Herron, Sophie Goodhart e Alice Seabright) e um homem (Ben Taylor); além dos nove roteiristas (Laurie Nunn, Sophie Goodhart, Bisha K. Ali, Laura Hunter, Laura Neal, Freddy Syborn, Richard Gadd, Rosie Jones e Mawaan Rizwan) de ascendências, corpos e raças diferentes."- texto de Paula Jacob/Glamour


APENAS ASSISTAM! <3




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